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Alta velocidade: Governo avança com compra de 20 comboios e lança concurso para troço Oiã-Soure

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O Governo aprovou, em Conselho de Ministros, no dia 22 de janeiro de 2026, um conjunto de decisões relacionadas com o desenvolvimento da Alta Velocidade ferroviária em Portugal, incluindo a aquisição de novo material circulante pela CP – Comboios de Portugal e o lançamento do concurso de concessão do troço Oiã–Soure da Linha de Alta Velocidade Porto–Lisboa.


As decisões inserem-se na estratégia governamental para a concretização de projetos ferroviários estruturantes, com impacto na mobilidade nacional e na ligação entre os principais centros urbanos.


Aquisição de material circulante para a Alta Velocidade

No âmbito da Alta Velocidade, a CP – Comboios de Portugal foi autorizada a adquirir até 20 automotoras, correspondendo à compra inicial de 12 unidades, com opção de aquisição de mais oito. O investimento total associado é de 584 milhões de euros, incluindo 45 milhões de euros destinados à criação de oficinas e à aquisição de equipamentos para manutenção e operação do novo material circulante.

Esta aquisição está alinhada com o desenvolvimento da Linha de Alta Velocidade Porto–Lisboa e com a necessidade de assegurar capacidade operacional adequada à futura exploração do serviço.


Lançamento do concurso do troço Oiã–Soure

O Ministério das Infraestruturas e Habitação avançou igualmente com o lançamento do concurso de concessão do troço Oiã–Soure, integrado na Linha de Alta Velocidade Porto–Lisboa. O procedimento prevê a adaptação da estação de Coimbra B à alta velocidade e a construção de cerca de 61 quilómetros de nova linha, garantindo a ligação ao restante sistema ferroviário nacional.


De acordo com a informação divulgada, a obra deverá iniciar-se em 2027 e integra a primeira fase da Linha de Alta Velocidade Porto–Lisboa, cujo objetivo é reduzir o tempo de viagem entre as duas cidades para uma hora e 15 minutos.


Reforço do serviço ferroviário convencional

O Conselho de Ministros aprovou também a antecipação e conclusão da aquisição de 153 automotoras destinadas ao serviço ferroviário convencional. A última entrega foi antecipada de 2033 para 2031, estando a primeira prevista para 2029, com o objetivo de reforçar a oferta e a fiabilidade do transporte ferroviário a nível nacional.


Segurança ferroviária

No domínio da segurança ferroviária, foi aprovado o reforço do enquadramento de supervisão e fiscalização do setor, atribuindo ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) competências claras em matéria de regulação, inspeção e aplicação de medidas de segurança, colmatando lacunas legais existentes.


Subconcessões de serviços ferroviários urbanos


O Governo decidiu ainda avançar com o estudo de subconcessões de serviços urbanos ferroviários, tendo mandatado a CP para apresentar propostas para quatro rotas: Cascais, Sintra/Azambuja, Sado e Porto. Segundo a informação divulgada, os primeiros resultados dos estudos internos já foram apresentados e a decisão relativa à primeira subconcessão deverá ocorrer no primeiro semestre de 2026.


As medidas agora aprovadas foram anunciadas pelo Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, no âmbito das decisões tomadas em Conselho de Ministros.


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